Madeira · Porto Santo
Impostómetro da Madeira
Valores acumulados do Boletim de Execução Orçamental, atualizados todos os meses.
A que datas se referem os valores: receita efetiva, despesa efetiva, impostos diretos, excedente consolidado e saldo primário são valores acumulados de janeiro a setembro de 2026; passivo e pagamentos em atraso são a situação no fim de setembro de 2026. As percentagens e variações comparam com o mesmo período de 2025. Fonte: Boletim de Execução Orçamental 10/2026 da Secretaria Regional das Finanças, publicado a 30 de outubro de 2026.
Como ler estes números
- Receita efetiva
- Todo o dinheiro que entra, sem contar empréstimos: impostos, transferências do Estado e da União Europeia, taxas e vendas.
- Despesa efetiva
- Todo o dinheiro que sai, sem contar o pagamento de empréstimos: salários, compras, apoios, juros e investimento.
- Excedente (saldo global)
- Receita efetiva menos despesa efetiva. Positivo quando entra mais do que sai.
- Saldo primário
- O mesmo saldo, mas sem contar os juros da dívida. Mostra se a Região se paga a si própria antes dos encargos com dívidas antigas.
- Passivo (dívida não financeira)
- Faturas a fornecedores ainda por pagar. Não inclui os empréstimos.
- Pagamentos em atraso
- A parte do passivo que já passou o prazo de pagamento.
- Dívida global
- Tudo o que a Região deve: empréstimos, obrigações e faturas por pagar.
- Dívida em % do PIB
- A dívida comparada com a riqueza que a Região produz num ano. Permite comparar regiões e países de tamanhos diferentes.
- Grau de execução
- Quanto do valor previsto no orçamento para o ano já foi cobrado ou gasto.
- Autonomia financeira
- Peso dos impostos na receita, face ao dinheiro que chega do Estado e da União Europeia.
- Governo Regional, SFA e EPR
- As secretarias regionais (Governo Regional); os Serviços e Fundos Autónomos (institutos com orçamento próprio); e as Entidades Públicas Reclassificadas (empresas públicas que contam nas contas da Região). Juntos formam a Administração Pública Regional.
- Acumulado e homólogo
- Acumulado: soma desde janeiro. Homólogo: comparação com o mesmo período do ano anterior.
Dívida, orçamento e autonomia
As três perguntas de um economista: quanto deve a Região, se está a cumprir o orçamento e quanto depende de fora.
Dívida global da Região
Tudo o que a Região deve a bancos, investidores e fornecedores, a 31 de março de 2026. A dívida bruta, usada para comparar com outros países, mede-se em percentagem da riqueza produzida num ano (PIB).
Juros pagos pelo Governo Regional de janeiro a setembro de 2026: 84.274.098 € (−4,0%).
Cumprimento do orçamento
Parte do valor previsto para todo o ano que já foi cobrado ou gasto até setembro. Passaram 9 de 12 meses, ou seja, 75% do ano (linha vertical). Abaixo da linha, a Região cobra ou gasta mais devagar do que o ritmo do ano.
A despesa costuma acelerar no fim do ano, quando se pagam obras e o subsídio de Natal.
Autonomia financeira
De cada 100 euros que o Governo Regional recebe, quantos vêm dos impostos e quantos chegam de fora, do Estado e da União Europeia.
- Impostos71,8%
- Transferências do Estado e da UE25,2%
- Outras receitas3,0%
Impostos 72,6% · transferências 23,9% · outras 3,5%. A dependência de fora subiu 1,3 pontos num ano.
Datas: a dívida refere-se a 31 de março de 2026, o boletim da dívida mais recente publicado (junho de 2026); cumprimento do orçamento e autonomia financeira referem-se a janeiro a setembro de 2026 (boletim de execução 10/2026). As transferências incluem as correntes e as de capital.
Quanto representa por pessoa
Cada valor dividido pelos 266.130 residentes na Região em 2025. É uma forma de dar escala aos milhões: a dívida é da Região, e não de cada pessoa.
31 de março de 2026
janeiro a setembro de 2026
janeiro a setembro de 2026
janeiro a setembro de 2026
Pagamentos em atraso
Faturas que já passaram o prazo, no fim de setembro de 2026: 60.862.007 €, mais 231% do que no início do ano.
Quem tem as faturas em atraso
As secretarias regionais quase não têm atrasos. Quase tudo está nos institutos com orçamento próprio e nas empresas públicas. Das Entidades Públicas Reclassificadas, 27,5 M€ dizem respeito às que passaram a contar nas contas da Região em 2026.
Que tipo de despesa está em atraso
Os atrasos estão sobretudo em transferências entre entidades públicas e em compras a fornecedores, que são as faturas que mais afetam as empresas da Região.
Cumprimento do orçamento em detalhe
Percentagem do valor previsto para 2026 já cobrado ou gasto até setembro. A linha vertical marca os 75% do ano já decorridos.
Impostos cobrados
Do previsto no orçamento para o ano inteiro.
Total de impostos: 70,0%. O IRC está mais atrasado por causa dos reembolsos às empresas.
Despesa realizada
Do previsto, com o mesmo ponto de 2025 entre parênteses.
Despesa total: 57,7% (2025: 57,3%). As despesas correntes seguem o ritmo do ano; o investimento ficou muito atrás.
Investimento público
Compra e construção de bens duradouros (obras, equipamentos, edifícios), acumulada de janeiro a setembro de 2026.
Quem investe
As Entidades Públicas Reclassificadas são empresas e institutos públicos que contam nas contas da Região. Fazem dois terços do investimento.
Investimento do Governo Regional por secretaria
O Governo Regional executou 22,1% do investimento previsto para 2026 (em 2025, no mesmo ponto, 29,6%). Em setembro investiu 5.391.732 €, menos 36,5% do que em setembro de 2025. Além do investimento direto, transferiu 61.146.274 € para outras entidades investirem (+12,9%).
Impostos arrecadados por tipo
Receita fiscal do Governo Regional, acumulada de janeiro a setembro de 2026.
- IVA
481.798.791 €51,1% - IRS
194.241.878 €20,6% - IRC
125.055.766 €13,3% - Imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP)
43.922.118 €4,7% - Imposto sobre o tabaco
33.274.055 €3,5% - Imposto do Selo
28.961.902 €3,1% - IUC
7.292.963 €0,8% - IABA (bebidas alcoólicas)
6.837.599 €0,7% - ISV (veículos)
4.605.239 €0,5% - Outros impostos
16.444.862 €1,7%
Excedente por subsetor
Acumulado até setembro de 2026.
Composição por área
Peso de cada área na despesa do Governo Regional, acumulado até setembro de 2026.
- Saúde e Educação59,7%
- Assuntos económicos15,2%
- Serviços gerais das administrações públicas14,1%
- Outras áreas *11,0%
Só o mês de setembro
Os valores acumulados escondem o que se passa em cada mês. Aqui está só setembro de 2026, comparado com setembro de 2025, no Governo Regional.
Em setembro o Governo Regional recebeu mais 47.198.954 € do que gastou; em setembro de 2025 tinha gasto mais 8.672 € do que recebeu. A subida da receita veio sobretudo de transferências e receitas de capital (de 9,5 M€ para 25,0 M€), e não dos impostos, que ficaram quase iguais. Um mês bom não faz uma tendência.
Impostos diretos acumulados em 2026
Valor consolidado acumulado no fim de cada mês.
Fecho de 2025
Saldo global consolidado da Administração Pública Regional, ano completo.
2026 face a 2025
Impostos diretos acumulados no fim de cada mês, consolidado.
Os valores de setembro de 2026 vêm do anexo estatístico do boletim 10/2026, em milhares de euros com casas decimais, arredondados ao euro. Os valores dos meses anteriores e de 2025 foram publicados com menos casas decimais e por isso terminam em zeros.
* Calculado a partir dos valores publicados: subsetores e outras áreas por diferença; os valores de 2025 de março a julho a partir da variação homóloga do boletim, por isso são aproximados (o de setembro é o valor publicado).
Projeto independente. Não é fonte oficial. Última atualização: 4 nov 2026.