Herberto Helder

Personalidade · Cultura e Artes

Herberto Helder

Poeta e escritor natural do Funchal, estreou-se em 1958 com O Amor em Visita e é considerado um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Recusou o Prémio Pessoa em 1994.

Resumo

Nascido no Funchal em 1930, Herberto Helder deixou a Madeira ainda jovem e fez a vida literária no continente, depois de frequentar os cursos de Direito e de Filologia Românica sem os concluir. Estreou-se em 1958 com O Amor em Visita e tornou-se um dos nomes maiores da poesia portuguesa do século XX.

Além da poesia, publicou prosa como Os Passos em Volta (1963) e Apresentação do Rosto (1968), colaborou em publicações periódicas e foi diretor literário da Editorial Estampa em 1969. Em 1971 viajou para Angola, onde produziu reportagens para a revista Notícias.

Ficou conhecido pela discrição e pela recusa de distinções públicas: em 1994 não aceitou o Prémio Pessoa. Morreu a 23 de março de 2015, em Cascais. A obra poética reunida em Ofício Cantante (2009) e os livros póstumos mantêm-no no centro do cânone literário português.

"“Se eu quisesse, enlouquecia.”"

Esta frase é célebre por abrir o livro de contos e ficção Os Passos em Volta (publicado originalmente em 1963), marcando o tom enigmático, intenso e introspectivo da obra do poeta madeirense.

Cronologia

  • 23 de novembro de 1930Nasce no Funchal.
  • 1958Publica o primeiro livro, O Amor em Visita.
  • 1963Publica Os Passos em Volta.
  • 1968Publica Apresentação do Rosto.
  • 1969Torna-se diretor literário da Editorial Estampa.
  • 1971Viaja para Angola e escreve reportagens para a revista Notícias.
  • 1994Recusa o Prémio Pessoa.
  • 2008Publica A Faca Não Corta o Fogo.
  • 2009Sai Ofício Cantante, reunião da sua poesia completa.
  • 23 de março de 2015Morre em Cascais, aos 84 anos.
  • 2015Publicação póstuma de Poemas Canhotos.

Cargos e funções

  • Diretor literárioEditorial Estampa · 1969

Legado e contexto

Recusa de prémios

Em 1994 recusou o Prémio Pessoa, que lhe fora atribuído, gesto que reforçou a imagem de autor avesso à exposição pública.

Obra póstuma

Depois da sua morte a Porto Editora publicou Poemas Canhotos (2015) e Letra Aberta (2016).

Obras publicadas

  • O Amor em Visita1958
  • Os Passos em Volta1963
  • Apresentação do Rosto1968
  • A Faca Não Corta o Fogo2008
  • Ofício Cantante2009 · poesia completa
  • Poemas Canhotos2015 · póstumo
  • em minúsculas2018 · reportagens de Angola (1971–1972)

Distinções

  • Prémio Pessoa1994 · recusado
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