Porto Santo: casas, obras e areia — que perguntas devemos fazer à Câmara?

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Reunião de Câmara de 19 de outubro, obras da rede de água e reforço da praia: um resumo do que se passa no Porto Santo e algumas perguntas pensadas no bem-estar de quem lá vive e de quem a visita.

Esta semana trouxe ao Porto Santo várias decisões e obras que se vão sentir no dia a dia. Ficam os factos, com as fontes, e no fim algumas perguntas — sem julgar ninguém, a pensar no bem-estar de quem vive na ilha e de quem a visita.

O que a Câmara decidiu a 19 de outubro

Na reunião ordinária de 19 de outubro, a Câmara Municipal aprovou, por maioria, uma operação de loteamento de 41 lotes na Ponta e um conjunto habitacional de cinco blocos com 20 fogos T2 na Mata do Aguilhão; os vereadores Luís Bettencourt e Ramiro Sousa votaram contra ambos. Houve também parecer favorável da Câmara à empreitada de reabilitação do Contra Molhe do porto, aprovação de apoios ao associativismo desportivo e à Associação Regional de Triatlo, e as listas da Viagem Sénior aos Açores. Fonte: Edital n.º 95/2026.

Trânsito e rede de água na Vila

De 26 de outubro a 15 de dezembro, a Rua Brigadeiro Couceiro (junto à Clínica Dentária Ilha Dourada) e a Rua Dom Estêvão de Alencastre terão trânsito condicionado por causa da renovação da rede de água, que visa reduzir perdas. Fonte: Edital n.º 98/2026.

Areia nova para a praia

O Governo Regional iniciou uma operação de 2,1 milhões de euros para repor cerca de 170 mil m³ de areia no Porto de Abrigo, na Ponta da Calheta e na Fontinha, com descarga entre 25 de outubro e 17 de novembro. A praia continua aberta, mas com máquinas e zonas vedadas, e a Câmara licenciou obras com ruído 24 horas por dia na Calheta (26 de outubro a 11 de novembro) e na Fontinha (12 a 15 de novembro). Veja a notícia completa.

E o Lobo Marinho?

Depois de uma avaria a 10 de setembro e de uma passagem pela doca seca nas Canárias, o navio retomou as ligações a 23 de outubro, com viagens extraordinárias previstas para 5 de novembro. Convém confirmar horários e reservas com a operadora. Veja a notícia.

Perguntas para pensarmos juntos

  • Os novos fogos e lotes vão servir quem já vive na ilha e precisa de casa a preço comportável, ou sobretudo o turismo e a segunda habitação? Que dados públicos nos ajudariam a saber?
  • Quando se cresce em construção, como se garante que a água, o saneamento, a mobilidade e os serviços de saúde crescem ao mesmo ritmo?
  • A areia é o maior ativo da ilha. Além de a repor, que medidas duradouras evitam que desapareça de novo, como aconteceu depois de 2017?
  • Durante as obras, como se protege o descanso de residentes e visitantes e o acesso de pessoas com mobilidade reduzida a clínicas e comércio?
  • Com um navio que falha, quão preparada está a ilha para períodos sem ligação, para quem precisa de consultas, trabalho ou estudos no Funchal?
  • Que canais de informação (avisos por SMS, redes sociais, painéis, reuniões públicas) tornariam mais fácil acompanhar e participar nas decisões?

Estas questões estão também em discussão no grupo Porto Santo, a Ilha Dourada. Venha dar a sua opinião.

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